As dívidas, assim como os rendimentos e gastos, também devem ser declaradas no IRPF. Contribuintes menos experientes podem ser pegos de surpresa, e assim, ficam mais sucetíveis a cair na malha fina. Se você tem dúvidas sobre como declarar dívidas no imposto de renda 2019, precisa ficar atento.

Quem tinha algum empréstimo ou financiamento, por exemplo, deve ter atenção redobrada. Isso porque todo contribuinte que até 31 de dezembro de 2018 possuía dívida no valor de R$ 5 mil ou mais, tem obrigação de declarar no IRPF 2019

Veja abaixo o passo a passo de como declarar dívidas no imposto de renda 2019 e evitar a malha da Receita Federal.

Como declarar Dividas no Imposto de Renda 2019

Como declarar dívidas e emprestímos no imposto de renda?

Para declarar dívidas ou empréstimos na DIRPF 2019, a Receita Federal prevê algumas regras. Confira o conteúdo abaixo para saber como informar os dados corretamente na declaração de imposto de renda 2019.

Dívida com instituição financeira

O contribuinte que possui dívida com alguma instituição financeira, como bancos ou empresa de crédito pessoal, por exemplo, tem obrigação de decalrar os respectivos valores na ficha “Dívidas e Ônus Reais“, sob o código “11 – Estabelecimento bancário comercial“.

Lembrando que, deve-se informar cada dívida individualmente. Ou seja, se o contribuinte passivo financeiro, tiver, por exemplo, devido R$ 7 mil no cartão de crédito e ainda um empréstimo de R$ 20 mil, esse valores devem ser discrimiados separadamente na declaração de IRPF 2019.  Independente das dívidas contraídas serem de bancos diferentes ou não, os valores devem ser informados um a um.

Na hora de fazer a declaração do imposto de renda, no campo “discriminação”, deve ser informado a natureza da dívida (empréstimo e dívida com cartão de crédito, por exemplo).

Deve ser informado também, o número de parcelas das respectiva vida, o valor já quitado e a instituição financeira credora. Outra informação importante diz respeito ao período em que a dívida foi feita.

Dívidas contraídas em 2018

No caso da dívida ter sido feita no ano de 2018, o item “situação em 31/12/2017” deve apresentar o valor de “R$ 0“.

Já no campo “situação em 31/12/2018”, deve ser quantia devida até a data em questão, enquanto no item “valor pago em 2018“, deve ser informado o número de parcelas já pagas referente à dívida no decorrer de 2018.

Para ilustrar, veja o exemplo a seguir:

O contribuinte que tenha contrato um empréstimo no valor total de R$ 20 mil em fevereiro, e pagou R$ 800 mensalmente a partir de março, o campo “situação em 31/12/2017” no campo deve ser informado o valor de R$0.

Enquanto no item “valor pago em 2018” deve ser de R$ 8 mil (R$ 800 x 10). Já o campo “situação em 31/12/2018” deve ser preenchido com R$ 12 mil (R$ 20 mil do empréstimo total menos os R$ 8 mil já quitados).

Veja também como declarar a “Pensão Alimentícia no Imposto de Renda 2019″.

Dívidas contraídas em 2017 ou anterior

No caso do passivo financeiro em questão ter sido adquirido em 2017 ou anterior, o processo para declarar à Receita Federal é um pouco diferente.

Nesse caso, do contribuinte deve informar no  item “situação em 31/12/2017” os mesmos valores declarados no ano anterior (2016). Já em “valor pago em 2018”, deve informar quanto foi pago da dívida contraída ao longo do ano de 2018.

No que diz respeito a “situação em 31/12/2018”, o contribuinte deve repetir o valor declarado na “situação em 31/12/2017” menos o “valor pago em 2018”.

Para exemplificar, veja o caso a seguir:

Para uma dívida no valor de R$ 20 mil no fim de 2017 e quitação de R$ 8 mil ao longo de 2018, a “situação em 31/12/2018” será de R$ 12 mil (R$ 20 mil menos R$ 8 mil).

Por fim, essas etapas devem ser refeitas para todos os anos até que o contribuinte tenha pago o valor total devido.

Powered by Rock Convert

Dívida com pessoa física

Agora, no caso da dívida ter sido contraída por empréstimo com pessoa física, o valor também deve ser informado.

Para declarar esse dado, a informação deve ser apresentada no campo “Dívidas e Ônus Reais”. Além disso, o contribuinte deve optar pelo código “14 – Pessoas físicas”.

Já no item “discriminação”, as informações a serem declaradas são:

  • o nome completo do credor;
  • CPF da pessoa física que concedeu o empréstimo;
  • e valor total da dívida contraída.

Além disso, vale lembrar que as informações prestadas pelo contribuinte devedor e do credor devem ser equivalentes. O contrário disso deixa ambos passíveis de problemas com o fisco. A prevenção da malha fina é a melhor saída.

No que diz respeito aos itens “situação em 31/12/2017”, “situação em 31/12/2018” e “valor pago em 2018”, os critérios para declarar são os mesmos apresentados no tópico anterior (dívidas com instituições finaceiras).

Além do mais, também existe a opção do parcelamento do imposto de renda, o que pode ser positivo para o contribuinte que está em situação de dívida.

Pessoa física que realizou empréstimo

Para a pessoa física que concedeu o empréstimo, a declaração do valor deve ser realizada no item “Bens e direitos”, sob o código “51 – Crédito decorrente de empréstimo”.

Novamente devem ser informadas os seguintes dados:

  • o nome completo do devedor;
  • CPF da pessoa física a qual foi concedido o empréstimo;
  • além disso, deve constar valor total do empréstimo concedido e as condições, tais quais o número de parcelas e a data do empréstimo, por exemplo.

Vale lembrar também, que o valor total do empréstimo concedido deve ser abatido conforme o que foi quitado pelo devedor.

No caso de um contribuinte, por exemplo, ter realizado um empréstimo no valor de R$ 20 mil a outra pessoa física no decorrer de 2017, e em 2018 ter recebido a quantia de R$ 10 mil, o item “situação em 31/12/2018” deve ser informado o valor de R$ 10 mil (R$ 20 mil subtraído R$ 10 mil).

Declaração de financiamentos

Para declarar a dívida a título de financiamentos no imposto de renda 2019 é preciso atenção redobrada por parte dos contribuintes  este ano.

Operações financeiras que têm como garantia um bem adquirido, assim como empréstimos em que há alienação fiduciária, hipoteca e penhor, por exemplo, devem ser declaradas no item de “Bens e direitos“.

Assim, o contribuinte está obrigado a informar:

  • por qual instituição o bem foi financiado;
  • qual seu valor total;
  • e quanto foi pago até agora.

No caso do contribuinte ter adquirido o financiamento ao longo do ano de 2018, o item “situação em 31/12/2017” deve constar R$ 0.

Mas, para operações financeiras realizadas retroativamente (de 2017 ou anterior), o campo “situação em 31/12/2017” deve apresentar  valor igual ao declarado no ano anterior.

Por fim, o valor informado no item “situação em 31/12/2018” deve ser apresentar a soma de todas as parcelas pagas até a data do preenchimento da declaração de IRPF, contando também com os juros.

Para as declarações futuras, o contribuinte deve adicionar no valor do bem a quantia já quitada, até finalizar o pagamento total do empréstimo.

Ou seja, o valor informado do bem será igual ao valor contrato inicialmente através do financiamento, acrescido dos juros já quitados.

Para esclarecer outras dúvidas, entre em contato com a equipe do IR sem Erro.

Declaração de dívidas, empréstimos e financiamento sem erro

Para minimizar os riscos no momento de entrega da DIRPF, além de estar atento aos prazo do imposto de renda, é indicado que o contribuinte passe sua declaração por uma ferramenta de análise.

A análise da declaração de IRPF, muito mais que uma plataforma que organiza e armazena os documentos do imposto de renda, é uma grande aliada para três dos maiores desejos do contribuinte brasileiro:

  • evitar a malha fina;
  • pagar menos imposto de renda;
  • ou aumentar o valor a restituir no ano seguinte.

Assim, o que a plataforma de análise entrega é um relatório de otimizações possíveis da declaração de IRPF antes da entrega à Receita Federal, poupando o bolso e o tempo do contribuinte.

Aproveite esse período para testar gratuitamente a sua declaração de IRPF 2018 para ver como a ferramenta funciona.

Após o teste, você pode contratar a análise da declaração de IRPF 2019 e fazer uma entrega segura e consistente.

Powered by Rock Convert
Categorias: Como declarar

Diana Hada

Produtora de conteúdo do IR sem Erro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *